Thursday, April 26, 2007

Entrou e viu que não havia ninguém.
Onde estavam as pessoas?? Sim, estavam ali os seus corpos mas as pessoas não estavam mais. O que elas faziam era muito estranho e de repente tudo pareceuperder o significado. Diriam os especialistas que aquilo era um surto de crise nervosa, umavontade de fugir do mundo, uma ansiedade ou o diabo. O diabo? Com certeza não era o diabo. Aquilo sim era estranho. "Você precisa descansar, tirar umas férias. Não é normal agir assim no local de serviço."De fato. Precisava descansar pra mergulhar naquilo novamente, em uma correnteza de um rio bravio que não se podel lutar contra e que sempre tem um destino em uma queda d'água.
Ah! um cigarro!
o aroma mágico de uma leve embriaguez momentânea cuja névoa tóxica é um deleite espiritual para alguns. O mundo para por um instante e se descansa. O olhar fixo e relaxado revelam um transe inevitável de um universo em colapso.
"Isso sim é vida!"
Entrou e viu que haviam mais pessoas do que o normal.
Por que havia tanta gente?? De onde vieram aquelas pessoas? Pensou queconhecesse todas as pessoas ali, mas de repente elas eram várias, e não soube responder quem eram ou de onde vinham.
...
Pediu demissão e foi embora

Monday, February 05, 2007

Esta é a síntese de gigantescas galáxias errantes em rota de colisão, liberando uma infinita quantidade de energia prestes a causar uma explosão que fará o Universo entrar em colapso...
De um ponto infinitamente minúsculo e em um infinitamente mínimo espaço de tempo surgirá o inferno das danças caóticas do tempo e dos malabarismos do espaço...

Em que momento o ovo da galinha transformou-se em ovo da galinha? Em que momento exatamente o homem surgiu como homem? no nascimento? No útero? Durante a vida? É possível imaginar uma espécie gerando outra?

Da maneira exata como percebemos as coisas, tudo veio do nada. Afinal, existiu o momento em que algo se tornou algo. Já que nunca saberemos sobre ele então ele não existe.

E o tempo nos prega essas peças, fugindo como uma raposa e armando arapucas como um caçador...

Wednesday, January 24, 2007

-Quando fiz, não foi do jeito q esperava. Poderia ter sido melhor...
-Claro q poderia ter sido melhor. Poderia ter sido melhor porque não foi
-A não ser que possa ocorrer algo semelhante e que possa ser melhor desta vez.
-Pode ser que ocorra algo semelhante e que seja melhor dessa vez. Mas só é melhor porque ainda não ocorreu...
(...)
-Vive-se em um meio termo entre futuro do presente e futuro do pretérito. É nesse meio termo que se encontra a perfeição das coisas. Um além-mundo que está do outro lado do vidro.
-...seria tudo mais simples se ao invés de sonharmos acordados com a plenitude embebidos em vaidade, sonhássemos com o tortuoso caminho até ela.


Sou feliz por ser livre e por ter a certeza de poder escolher como viver...

Wednesday, January 17, 2007

Hoje eu fui num churras da hora na casa da Ju. Aih eu tentei bjar a Sil, mas foi foda pq ela nem quis e eu fiquei mto puto...nossa!! bebi p caralho também...o foda eh q eu dei pt e tals...aih os maluco me levaram no hospital...
O Fernando me convidou pra ir na praia no sábado! Mto Loco!!! na casa da tia dele...hauehae...vai ter goró ate umas hora...beber pra caralho!!
Amanhã vou com a minha mãe no dentista...q merda!! ela fica me enchendo o saco com esses baguio de beber..mas foda-se

ah...foi isso!! falow ae

ps: ao som de Audioslave
...
mil partes, mil coisas, mil rostos sombrios e alegres em um despertar do coração que traz sofrimento e dúvida. Idéias disformes que procuram um caminho de asfalto onde podem se integrar e se tornarem inteligíveis. Um resumo de tudo, de todos, das faces tão distintas mas que guardam dentro de si uma frágil existência.
Como deve ser existir nos olhos do outro?
Quando inveitavelmente perdido o sublime momento da virtude, tudo se esvai como o vinho quando derramado. Um ideal platônico sem idéias, uma neurose aristotélica jogada às traças...

Tuesday, January 16, 2007

...de repente, tudo está perdido em um vazio...
Uma ausência de alguma coisa que se tornou um Nada concreto, uma antiga residência demolida por uma catástrofe. A destruição se protege a si mesma: não quer ser incomodada e luta para continuar viva, ser apocalipse, devastação eterna...
O quebra-cabeça se desmonta...a destruição é inerente a si mesmo, caso contrário não teria sentido a sua existência. O fragmentado é o seu estado original e a fragilidade de seu ser só existe quando se encaixam as peças para formar uma figura.
Assim é a vida: um quebra-cabeça montado; vestígios de fragmentos encaixados de modo errôneo, forçados, formando figuras disformes prontas a serem desintegradas pela vontade própria. Um confronto contra o inevitável, lançam-se mil culpas ao infinito...

Sunday, December 31, 2006

-Quem era?
-Talvez antes eu pudesse dizer algo, mas agora eu já tenho dúvidas
-Dúvidas sobre o que? Sobre quem era ou quem achava que era?
-Certamente era alguém que não era nunca. E hoje é o mesmo de antes...
-Antes? Antes do que?
-Não importa. Antes e agora já não fazem sentido nesse caso: mesmo que se saiba tudo sobre a cognição alheia, ela nunca é real porque nunca é completa. Há sempre o ser e o querer ser e na maioria das vezes o ser é sempre um vestígio imperfeito do querer ser e suas atitudes são reflexo do que ainda não chegou.
-Talvez seja hoje algo que gostaria de ser antes
-Pode ser, mas nunca somos aquilo que pensaríamos ser um dia. Nunca é real, ou o que vc pensa que acha ser real.
-Como sabe que não é real? Será que a esfera do mito é a mesma da esperança? ou seja, o seu produto não existe de fato sob o olhar empírico...e por isso nos envolve?
-Por que pensa que deveria ser real nestes termos?

Saturday, December 30, 2006

Comparo o mundo a uma piscina de lona em um verão escaldante. As sedutoras faíscas penetrantes dos movimentos indecisos de toda aquela água refrescante é um atrativo para os espíritos que não conhecem nada, a não ser aquela piscina e ignoram o fato de existir uma piscina maior e mesmo o próprio mar. Em uma atitude impensada, beirando o instinto, deixam-se mergulhar naquele corpo de formas indefinidas esquecendo-se de levantar para respirar. Em um certo grau penso que a reflexão é a golfada de ar que nos salva da morte por afogamento: o mundo tem seus cantos de sereia, atraindo aos marinheiros desavisados que passam por ele a seus túmulos submarinos. Arrisco a dizer que o próprio mundo é um canto de sereia que termina por devorar a si mesmo, infinitamente.

Ir além de uma pequena piscina de lona é uma atitude que deve ser deliberadamente pensada e requer antes de mais nada tirar a cabeça de um balde de água para tomar ar e para observar o seu entorno. Não creio que haja um fim absoluto, e sou arrogante o bastante para enganar a mim mesmo dizendo mergulhar de cabeça no mundo deliberadamente. A reflexão não pode ser o fim nela mesma, pelo menos não acredito que seja,ao mesmo tempo que penso ter controle de uma pequena caravela esbofeteada incessantemente pelo Gigante Adamastor...absurdo...

O óbvio está aí, no entorno dessa piscina. A percepção do óbvio requer um desapego e coragem para afirmar coisas aparentemente ridículas, mas que guardam relações entre si de proporções inimagináveis. Ainda mais, a coragem está em se perceber como um ser moribundo prestes a ter os pulmões encharcados por água. Imagine só, afogar-nos em uma piscina de lona...q coisa ridícula...